Edvaldo a Origem

Ao Cubo

Am*
123
X02210
Em com forma de Am
Am/E*
123
0X2210
Em/B com forma de Am/E
Am7*
12
X02010
Em7 com forma de Am7
Am7+*
123
X02110
Em7+ com forma de Am7+
Dm*
123
XX0231
Am com forma de Dm
Em*
12
022000
Bm com forma de Em
F*
234
133211
C com forma de F
Tom: G(forma do acorde no tom de C)Capotraste na 7ª casa
Am Uma casa simples alugada há alguns meses, numa rua calma no numero 13 F No portão pequeno vende-se bijoux, fachada apagada branca e azul Dm Em cima do muro um bichano circense, quando o latido vira-lata não convence Em Roupa pendurada no varal de bambu, e a sombra preguiçosa do pé de caju Am Dois degraus e o chão vermelho desenha, uma cozinha perfumada pelo fogão a lenha F Quem tem a senha tá de costas na pia, de chinelo de borracha e avental de bolinha Dm Por baixo um penhoar bordado de linha, cabelo cacheado esconde a lágrima que pinga Em A lágrima da desconfiança quem assina, é a personagem da história, Dona Vilma Am Casada por amor, com autorização dos pais, ainda era menor cinco anos atrás F Saíram de Goiás, pro Bairro do Pari, um casal apaixonado vencia o mundo ali Dm O juramento de amor intenso e eterno de Vilma e Ernesto, veio refletir Em Num brilho de glória, a menina Victória, seu sorriso os que choravam, fazia sorrir Am Suja de tinta suada faminta, volta da escola e encontra o pranto da Vilma F Joga a mochila como furacão Katrina, e abraça, não chora mamãe, comovida Dm O choro começou quando tocaram a campainha e disseram Em pra Vilma que o marido a traia Ela já sabia mas não acreditava, abatida, machucada, ferida, respondia Am Protesto, meu marido eu não empresto, ele é só meu e não tô nem aí pro resto F Trabalhador, fiel, honesto, um ótimo pai, calunia contra o Ernesto Dm O discurso foi bonito mas murcho, falou, falou, falou mas não quis dizer muito Em Se sentiu desonrada, sem rumo, menos mulher, sem orgulho. Am Am7+ Am7 Am/E (2x) Am Vilma vou sair com a Vivi e não demoro, logo tô de
volta, não se esqueça, te adoro! F E na manhã chuvosa, Ernesto de folga, saiu pra passear com sua menina Vitória Dm Vilma tava em casa, no seu passatempo a louça, ouviu bater na porta o carteiro e sua bolsa Em Tava encharcado a chuva tava muito grossa, entra e se enxuga disse a menina moça Am Coisas perversas visitaram o pensamento e lembrou da conversa, da traição no momento F No fundo, no fundo, ela ouviu tudo e as palavras fofoqueiras encontraram refugio Dm De pouco em pouco entrou no coração, preciso dar pra aquele cachorro um lição Em Se aproximou do carteiro e sussurrou, o carteiro entendeu a mensagem se encantou Am Suma doçura, seu perfume depura, e aquele lago azul de ternura contaminou F E nisso Ernesto voltou, que desgosto, viu na fresta da janela e escondeu o rosto! Dm Ahhh, martírio, tortura, agonia, não acreditava o que seus olhos lhe dizia Em O silêncio angustiante da morte o alcançou, aquela morte que o corpo continua com dor Am O suor pela têmpora escorria, e sua mão tremula sacudia F E o sangue foi subindo, o ódio em sua mente, o punho contraindo também contraia os dentes Dm Com a face sombria, sua honra partida, pensou em muitas coisas, Em deu um frio na barriga Olhou pra traz, a pequena Vitória, entra no carro filha, vamos embora! Am Respirou fundo, atordoado, ficou confuso, pois a filha no carro F Nem pois o cinto e saiu disparado, o pneu careca, o farol queimado Dm É no pedal direito que se descarrega a raiva, a chuva tá mais forte e a estrada é mó tocaia Em E quando de repente na curva do rio, uma poça, a derrapagem, capotou e caiu! Am Am7+ Am7 Am/E (2x) Am O resgate a dois dias na labuta da busca, encontraram um fusca tão torto que assusta! F Um soldado cansado sem esperança resmunga que o rio levou os corpos e cadáver não afunda Dm No terceiro dia, na margem ao lado, um corpo achado, inchado, desfigurado Em Desanimaram, só um corpo e mais nada, Vilma sem família com a tristeza exata Am Vestida de luto, em pânico aos soluços, com a consciência e o coração imundo F Desgosto profundo, aflição amarga, ninguém é preparado pra levar essa carga Dm Viúva sem trabalho, sem dinheiro, já bastava, mas o fruto proibido do pecado não apaga Em A fome o cansaço, invadiram sua casa e a gravidez é o castigo, a chaga Am A calma do ar e o silêncio do feto, enfraqueceu o seu ânimo, não tinha afeto F É só um objeto, e não é do Ernesto, vou tirar isso de mim, com a agulha eu espeto! Dm Depois de todas as tentativas do mundo, prosseguiu a gravidez com um nojo profundo Em Amargura, a dor aguda, lembrou da traição, a tristeza visitou novamente o coração Am Aceitou o carteiro como esmola, Vilma queria sua família de volta F O carteiro Edvaldo aceitou a proposta, se o filho não é dele, tudo bem ele adota Dm Queria colocar o seu nome e sobrenome, pra Vilma tanto faz, só não quer passar fome Em Nasci com desprezo, odiado, indefeso, sem esperança, com medo ao relento ! Am Mas com o mesmo nariz, boca, cabelo crespo, fisionomia de Ernesto, um homem F preto Um dia ainda quero me encontrar com a Vivi, minha irmã que sem eu ver, posso sentir! F Meu pai um grande homem que jamais a traiu, morreu de desgosto antes de cair no rio! Em Queria ter meu pai de volta, com vida, pra nunca me chamarem de Edvaldo Silva. Am Am7+ Am7 Am/E (2X)
Composição: Tiago SantiagoColaboração e revisão: Tiago Santiago

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