Anatomia do baixo: conheça cada pedacinho desse gigante dos graves!

Por Thiago Fagundes

Sabe o que Sir Paul McCartney e Júnior Groovador têm em comum? É simples, esses dois gênios tiveram a sensatez de responder um sonoro “Eu!” para a fatídica pergunta: “E quem vai tocar o baixo?”.

Mulher tocando baixo é uma tendência entre as musicistas
Você conhece a anatomia do baixo? (Foto/Pexels)

Se você também ama as frequências graves desse maravilhoso instrumento, certamente vai adorar este post! Prepare-se para dissecar cada parte da anatomia do baixo!

Os componentes da parte elétrica do baixo

Foi em 1951 que um técnico em eletrônica chamado Leo Fender teve a brilhante ideia de criar o baixo elétrico, facilitando a vida dos baixistas. Com a possibilidade de um instrumento mais compacto em mãos, eles não precisavam mais levar para suas gigs o contrabaixo acústico, que é enorme e pesado.

Para entendermos melhor como isso foi possível, vejamos os componentes que compõem o sistema de eletrificação da anatomia do baixo.

Captadores

Os captadores são o coração do baixo, uma vez que é por meio deles que se pode transformar a vibração da corda no sinal elétrico que vai para o amplificador.

O sistema de captação é parte importante da anatomia do baixo
Baixo de quatro cordas, com sistema de captação ativa, dois umbuckers e um single coil (Foto/Pexels)

Há vários tipos de captadores, com formatos e funcionalidades específicas. Entre os principais modelos, destacamos, por exemplo:

  • Humbuckers – têm duas bobinas, que podem ou não ser interligadas. Além disso, apresentam graves mais fortes e nível mais baixo de ruído;
  • Single Coils – com apenas uma bobina, são construídos com ímãs cerâmicos ou de alnico. Seu timbre é mais puxado para os médios/agudos e tendem a apresentar maior ruído;
  • Split Coils – em relação ao som, assemelham-se aos single coils, no entanto são menos ruidosos e têm saída mais alta. Outro detalhe é a bobina dupla que, nesse caso, é ligada em série.

Além do formato dos captadores, temos que considerar também as diferenças entre os sistemas ativo e passivo na captação. Veja bem:

  • O captador ativo é alimentado por bateria 9v., por isso possibilita maior controle do timbre do baixo, mais definição nas notas e menor ruído.
  • O captador passivo é menos high end, ele não tem alimentação extra, sendo assim precisa de mais magnetismo do ímã para funcionar. Por consequência, apresenta mais ruído e menos definição no som.

Se desejar saber mais sobre essa parte da anatomia do baixo, tenho um artigo sobre captação ativa e passiva para indicar!

Knobs potenciômetros

São os botões giratórios que controlam o volume e a tonalidade do instrumento. Alguns potenciômetros vêm equipados com o sistema push pull, chave seletora que, entre outras funções, serve para defasar o sinal ou mudar do sistema ativo para o passivo. 

Jack- peça chave na anatomia do baixo

Esta é a porta de saída do seu baixo. Em outras palavras, o jack é um conector p10 fêmea que serve para conectar o cabo e mandar o seu som para o amplificador.

Escudo

Geralmente feito em plástico ou acrílico, ele serve para recobrir o sistema elétrico do instrumento. Vale lembrar que nem todos os modelos de baixos vêm com escudo, isto é, alguns apresentam apenas uma tampa traseira.

As partes estruturais da anatomia do baixo

Agora, que elencamos as peças da elétrica, vamos às partes que correspondem à fundação do baixo. Em outras palavras, chegou a hora de conhecer o lado estrutural do instrumento.

Corpo

É o bloco de madeira sólida que interage com a captação e as cordas para produzir o som do seu instrumento.

Braço (neck)

Trata-se da peça que abarca a escala, os trastes e o nut do baixo. Em inglês, a galera chama de neck, ou pescoço.

Mão, cabeça ou headstock

Acima do neck, temos o headstock, que é a parte em que são instaladas as tarraxas e em que se imprime a logo da marca. 

O headstock é parte cengtral da anatomia do baixo
O headstock é uma particularidade de cada fabricante de baixo (Imagem/Cifra Club)

Ah, falando nisso, você sabia que cada marca tem o seu formato exclusivo de headstock? Os instrumentos da Fender ou da Gibson, por exemplo, possuem o shape do headstock patenteado. Assim sendo, não podem ser reproduzidos em baixos de outras fabricantes.

Pino da correia (strap lock)

É nada mais que um parafuso acoplado a uma roldana que serve para prender a correia do instrumento.

Tensor

É meio estranho pensar que corre uma barra de ferro comprida dentro do baixo, embaixo da escala. Mas sim, ela está lá, é o nome disso é tensor. Essa peça serve para controlar a curvatura do braço, corrigindo eventuais empenamentos.

Peças por onde passam as cordas

Agora, vejamos algumas peças que dão suporte ao percurso das cordas pelo instrumento.

Trastes

Sabe aqueles filamentos que dividem a escala em pequenos blocos? Então… esses são os trastes. Podem ser feitos de aço ou inox e servem para fazer com que cada nota soe a partir do contato com esse material quando você pressiona a corda.

Guia das cordas do baixo

Saca aqueles pregadorezinhos que abaixam as cordas no headstock antes delas entrarem nas tarraxas? São os guias, ou abaixadores. No entanto, é preciso ressaltar que eles só estão presentes nos instrumentos com tarraxas em linha (instaladas somente em um lado do headstock).

Cordas

As cordas do baixo possuem calibre mais grosso e são afinadas uma oitava mais grave, em relação às cordas da guitarra. As notas da afinação padrão, entretanto, coincidem entre esses dois instrumentos. Sendo assim, de cima para baixo: (E) mi, (A) lá, (D) ré e (G)sol. Só que o baixo com 5 cordas tem a corda B(si), acima da (E), como a mais grossa.

Ponte

Este é o componente em que as cordas são presas. Nele estão os carrinhos (ou saddles) que, por sua vez, são sistemas que servem para ajustar a altura das cordas (em relação à escala) e a afinação das oitavas do baixo.

Pestana (nut)

É uma pecinha localizada antes do headstock e que inicia a escala. Geralmente é eita de plástico. Porém há pestanas fabricadas de outros materiais, como metal, osso ou latão.

Tarraxas

Sabe aquelas engrenagens que giram para afinar o baixo, afrouxando ou apertando a corda até chegar à tensão correta que produz a nota da afinação? Então… essas são as tarraxas.

Anatomia do baixo é retratada no Instagram do Cifra Club
Imagem mostra, nos mínimos detalhes, a anatomia do baixo (Repdoução/@cifraclub)

Por fim, se você chegou até aqui, já está íntimo do seu instrumento e pode chamar cada componente dele pelo nome correto, não é mesmo?

Esse é sem dúvida um fundamento importante no aprendizado musical. Agora, basta seguir com os estudos para se tornar uma lenda dos graves! Para te ajudar nessa caminhando, preparamos a plataforma Cifra Club Academy! Lá você pode estudar a fundo o baixo e vários outros instrumentos!