Como tocar bateria: 7 dicas para iniciar no instrumento

Por João Terra

No artigo de hoje, você confere o passo a passo inicial completo para saber como tocar bateria do zero!

A bateria é um instrumento fabuloso de se aprender (Foto/Pexels)

Sem dúvida, a bateria é um dos instrumentos que mais chamam a atenção. Por sua sonoridade, seu tamanho, pelas performances dos músicos… Há tantos motivos para se apaixonar por esse lindo conjunto de tambores, pratos e ferragens.

Por isso, para você que deseja aprender como tocar bateria, preparamos um material completo, com as melhores dicas para começar no instrumento. Acompanhe conosco!

Como aprender a tocar bateria?

As dicas para quem deseja ingressar no estudo de bateria passam pelo conhecimento sobre o instrumento em si e vão até conselhos práticos.

No entanto, vale destacar que nosso objetivo não é te transformar em um mestre das baquetas com apenas a leitura de um artigo. Isso porque o caminho para a evolução em qualquer instrumento não é curto. A jornada para um bom desempenho musical exige esforço, dedicação e muito estudo!

Dito isso, vamos ao passo a passo de como tocar bateria:

1. Conheça as partes da bateria

Antes de tudo, você precisa conhecer o instrumento que você vai tocar. Portanto, é indispensável dominar o reconhecimento das partes que compõem a bateria. Confira um pouco sobre a anatomia de uma bateria:

  • Caixa: peça de som agudo, que marca os ataques rítmicos de uma música. No caso dos destros, tocada com a mão esquerda e posicionada entre os joelhos do baterista;

  • Bumbo: acionado por um pedal (guiado pelo pé direito, para os destros). É o responsável pelo som mais grave do instrumento;

  • Tons e surdo: esses são os demais tambores que formam uma bateria. São montados de acordo com a necessidade do baterista (assim como as outras peças) e costumam refletir o estilo do músico. Dá para ter dezenas de tons/surdos – como Neil Peart – ou até mesmo não ter nenhum, como é o caso de bateristas com kits reduzidos;

  • Chimbal (hi hat): combinação de dois pratos, também acionados por pedal (geralmente comandado pelo pé esquerdo). Com a ferramenta, é possível juntar (fechar) ou separar (abrir) os pratos, experimentando diferentes timbres e velocidades para o instrumento;

  • Prato de condução: como o nome já sugere, exerce a função de conduzir levadas da bateria, sendo uma alternativa ao chimbal para diferentes trechos em uma mesma música;

  • Prato de ataque: em contrapartida, os pratos de ataque são uma ótima ferramenta para pesar mais as músicas, enchê-las com seu som alto e longo, fazer marcações etc.

Esse conhecimento inicial sobre a anatomia do instrumento já vai te ajudar bastante! Entretanto, não deixe de aprofundar ainda mais essas questões com o nosso artigo especial sobre as partes da bateria.

Além disso, é importante não só conhecer os elementos que formam uma bateria, mas também saber como organizá-los, afiná-los (no caso dos tambores) e montá-los para tocar.

2. Pesquise marcas de bateria e tipos de baquetas

Antes de adquirir a sua bateria, você não pode deixar de fazer uma pesquisa densa e completa acerca de marcas e modelos do instrumento. É necessário ter um bom conhecimento do “mercado baterístico” para não cair em furada.

Logo, visite sites especializados em venda de instrumentos, consulte pessoas entendidas do assunto e vá a lojas físicas para olhar de perto as opções.

Caso prefira (até pelo custo-benefício), opte por comprar uma bateria usada. Porém, certifique-se de que está em boas condições e que supra as suas necessidades como baterista.

Da mesma forma, conheça todos os tipos de baquetas – fabricantes, tamanho, peso etc. – para investir no modelo ideal para você. Priorize sempre o conforto, pois esse é um fator essencial para tocar bateria bem, e experimente as baquetas nas suas próprias mãos antes de fechar a compra.

3. Atente-se à postura corporal e à pegada das baquetas

Por falar em conforto, aqui ele se justifica ainda mais. Sentar da forma correta é fundamental para um bom desempenho na bateria. Saiba a maneira certa de posicionar o banquinho – tanto a altura quanto a distância para o instrumento – e como sentar nele.

O recomendado é posicionar-se em um ângulo de 90° entre o banco e o chão. Além disso, uma dica é não cobrir toda a superfície do banco. Dessa forma, você não limita o movimento das suas coxas, facilitando bastante o controle dos pedais.

Já sobre a pegada das mãos, é igualmente importante manusear as baquetas de maneira confortável. Isso porque um mau comportamento nesse aspecto pode prejudicar tanto a performance quanto a saúde do baterista.

Em resumo, nós temos quatro formas de segurar as baquetas. São elas:

  • Matched grip (pegada moderna): forma mais comum de segurar as baquetas, com o dedão e o indicador atuando como alavanca, e os demais dedos completando a pegada;
  • Tradicional grip (pegada regular): comumente usado por bateristas de jazz. A baqueta fica presa entre o dedão e o indicador, enquanto os outros dedos servem como apoio;
  • French grip (pegada francesa): pegada que dá total responsabilidade do movimento das baquetas para os dedos. Usada por músicos de estilos de técnica mais apurada (jazz e samba, por exemplo);
  • German grip (pegada alemã): forma de segurar as baquetas com a palma da mão virada para baixo. É uma maneira mais relaxada, que exige mais movimento e controle do punho e do antebraço.

Confira abaixo o vídeo completíssimo do nosso excelente professor João de Paula sobre os tipos de pegada de baquetas:

4. Organize seus estudos

Assim como com qualquer instrumento, foco e organização são cruciais para tocar bateria. Nesse sentido, faça um plano de estudos. Ou seja, organize seus horários para que o aprendizado de bateria faça parte da sua rotina.

Lembre-se: é muito mais produtivo e eficaz estudar meia hora por dia do que três horas seguidas uma vez por semana. Logo, separe os temas e exercícios que você pretende abordar para ter, de fato, um bom planejamento para o aprendizado.

Se pensa que é impensável estudar bateria todos os dias porque não é possível ter uma em casa, saiba que essa é uma conclusão precipitada. Isso porque você pode investir em um pad, material de estudos interessantíssimo para quem quer saber como tocar bateria. Confira:

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5. Faça os primeiros exercícios

Para iniciar a parte prática, comece com exercícios básicos, sempre com o acompanhamento de um metrônomo.

O mais recomendado é, primeiramente, aprender as marcações das semínimas. Pegando como base um compasso 4/4, nós temos quatro batidas (tempos) por compasso. Essas são, justamente, as semínimas.

Assim, primeiro fale em voz alta cada marcação e depois bata com a baqueta no seu objeto de estudo (caixa da bateria ou pad). Desse modo, você vai se familiarizar com as noções de ritmo, pegada, intensidade das batidas e demais questões do estudo de bateria.

Da mesma forma, pratique as colcheias. Para entender tal conceito, saiba que uma semínima é formada por duas colcheias. Ou seja, trata-se de uma subdivisão do exercício anterior.

Na sequência, passe para exercícios com o chimbal e treine o domínio dos pedais. Lembre-se de sempre trabalhar as duas mãos, tanto individualmente quanto de maneira alternada.

6. Toque a primeira levada

Depois de praticar os exercícios iniciais e aumentar sua noção rítmica, chegou a hora de, enfim, tocar bateria pra valer pela primeira vez! Para isso, execute o ritmo mais básico de todos, sem variações iniciais.

Mantenha um padrão de marcação de semínimas no chimbal. Logo depois, encaixe batidas alternadas na caixa e no bumbo. Para isso, imagine o compasso 4/4 com os tempos 1, 2, 3 e 4.

Faça a contagem de um a quatro em voz alta, de maneira pausada e constante. O chimbal vai marcar todas as contagens, o bumbo entra no 1 e a caixa no 3. Confira como vai ficar cada tempo:

  • 1: chimbal + bumbo
  • 2: chimbal
  • 3: chimbal + caixa
  • 4: chimbal

Pratique até pegar o jeito e conseguir tocar vários compassos em sequência, sem interrupções. Logo logo, você conseguirá acrescentar variações, viradas, tocar músicas completas e até mesmo usar o pedal duplo. O céu é o limite para a evolução na bateria!

7. Tenha o melhor acompanhamento possível

Nosso último passo para saber como tocar bateria da melhor forma possível é ter bom auxílio, fonte de consulta confiável e materiais de estudo de qualidade. Em primeiro lugar, saiba que, sim, é possível aprender a tocar bateria sozinho.

No entanto, ter um acompanhamento eficaz e que realmente contribua para o seu aprendizado e evolução no instrumento é ótimo. Portanto, a nossa dica de ouro é, na verdade, um convite: faça parte do Cifra Club Academy, a nossa plataforma de ensino online!

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