Escalas musicais: aprenda as essenciais para tocar com perfeição

Por Alex Fernandes

Para tocar bem, um músico precisa saber mais do que apenas tons e ritmos. As escalas musicais são importantíssimas para criar belas composições e aprender mais sobre o mundo da música.

Se não considerar as escalas na aprendizagem, é bem possível que você acabe estudando música da forma errada.

Quer começar a desvendar esse universo musical e não cair nos erros de iniciante? Então você começou no lugar certo!

O que são escalas musicais?

As escalas são sequências de notas, ordenadas com intervalos definidos. Ou seja, cada escala tem suas particularidades. Desvendá-las é parte da chamada teoria musical.

Você talvez conheça a escala mais famosa: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. Sim, essa é uma escala! Vamos falar mais sobre ela, bem como sobre a famosa pentatônica, especificamente, daqui a pouco.

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Um manancial de conhecimento milimetricamente planejado pra você (Imagem/Cifra Club)

Para fixar o conceito, é preciso entender duas coisas. A primeira é que toda escala é um ciclo, que termina e começa na mesma nota. A segunda é que a distância entre cada nota é sempre determinada por tons e semitons.

Ou seja, você vai ver inúmeras escalas por aí. Elas podem começar a partir de qualquer nota, e a sequência de tons e semitons irá dizer qual a nota seguinte.

O importante não é conhecer todas as escalas possíveis, e sim os tipos que mais são utilizados na música. Eles podem ser maiores ou menores. E por falar nisso…

Como saber se uma escala musical é maior ou menor?

Toda escala possui uma sequência específica de intervalos de tons e/ou semitons, e dependendo da ordenação deles, ela pode ser maior ou menor.

O que vai definir isso é a distância dos graus (as próprias notas) em relação à nota que dá nome à escala, chamada de fundamental.

Por exemplo, uma escala de dó vai ter a nota dó como fundamental, ou seja, é por onde vai começar. Se você aplicar a estrutura de intervalos para chegar aos próximos graus, você vai encontrar intervalos que compõe cada um dos graus da escala, 2a, 3a, 4a, e segue, em geral, até a 7a (a maior parte das escalas tem 7 notas). (A nota que define se a escala é maior ou menor é o terceiro grau!

Na escala de dó, por exemplo, o terceiro grau é o mi. Lembra? Dó, ré, mi. Caso esse mi esteja natural, ou seja, em uma distância de 2 tons do (equivalente ao intervalo de terça maior), você estará vendo uma escala maior. Caso seja um mi bemol, que possui a distância de um tom e meio do (equivalente ao intervalo de terça menor), então é uma escala menor.

Essa é uma técnica para descobrir qual é o tipo de escala, mas dá para saber mais facilmente quando você já está familiarizado com as escalas musicais.

Lembre-se, este post é um resumo do que você deve aprender em teoria musical. Para entender tudo de forma completa, só com um curso e um bom professor. Sorte sua que os descontos de Black Friday do Cifra Club estão chegando!

A seguir, vamos conhecer os principais tipos de escalas musicais para te deixar ainda mais preparado!

Quais são os tipos de escalas?

Como já mencionamos, inúmeras escalas podem existir, mas algumas são fundamentais na teoria musical. Vamos ver, agora, algumas das principais utilizadas atualmente, em especial no meio ocidental. Bora!

Escala natural

Escalas naturais são aquelas que usam apenas notas naturais, ou seja, sem sustenido ou bemol. Ela costuma ser descrita de Dó a Dó, mas pode ser pensada a partir de qualquer nota. Nesse sentido, o importante é que ela tenha somente as sete notas naturais.

Começando a escala na nota , ela utiliza a estrutura Tom, Tom, Semitom, Tom, Tom, Tom, Semitom, abreviada para T-T-sT-T-T-T-sT.

A escala de notas naturais tem uma importância muito grande na nossa música, às vezes mais até do que a gente imagina, você sabia que muitos instrumentos são construídos para facilitar a execução das notas naturais?

Por exemplo, a flauta é um instrumento em que a ordem dos orifícios, coincide com a ordem da escala de notas naturais. O Flautista, se fechar todos os buracos toca o , e conforme vai tirando dedo por dedo vai encontrando as notas da sequência, Ré – Mi – Fá, e assim por diante, até completar as notas naturais.

O teclado do piano também é organizado a partir das notas naturais. No piano existem teclas brancas e pretas. As brancas são maiores e ficam na parte mais exposta do teclado. E elas correspondem exatamente às notas naturais.

Escala cromática

Todas as 12 notas ocidentais são utilizadas na escala cromática, com sustenido, bemol e tudo. Sua característica principal é que o intervalo entre os graus é exclusivamente de semitons.

No braço do violão é super fácil tocar a escala cromática, é só pegar uma nota qualquer e ir andando casa por casa, até ter passado por doze notas. Lembre de fazer isso na mesma corda e sempre na mesma direção!

No piano também é bem prática a execução da escala cromática. Partindo de uma tecla qualquer, é só ir tocando uma nota depois da outra, em sequência e usando todas as teclas, tanto as brancas quanto as pretas.

Caso ainda esteja confuso, lembre-se que há muito mais a descobrir e entender no curso de teoria musical. Inclusive, se eu fosse você aproveitaria a Black Friday do Cifra Club para garantir esse aprendizado com um belo desconto.

Escala maior natural

Vamos olhar de novo para a escala de notas naturais partindo de Dó Lembra qual era a estrutura? T-T-sT-T-T-T-sT. Essa sequência é a estrutura da escala maior natural! Sim, a escala de Dó maior é uma escala com notas naturais: , , mi, , sol, , si, . Toda escala maior natural, independente de qual for a nota fundamental, terá essa mesma estrutura de intervalos.

Só que, diferente da escala natural, a escala maior natural não vai se manter restrita às notas naturais. Portanto, você pode começar em qualquer nota e apenas seguir a estrutura de forma correspondente. Por exemplo, se começar por ré, você seguiria a escala assim: , mi, fá#, sol, , si, dó#, . Nesse caso, as notas fá e dó precisaram ser alteradas com o sustenido, para seguir a estrutura da escala maior.

Escala menor natural

Você já deve tá sacando como funcionam as escalas a partir das explicações até agora, mas ainda existem alguns segredos a serem desvendados. Vou te mostrar agora como é a escala menor natural.

Resumidamente, podemos adiantar que a escala menor natural segue a sequência T, sT, T, T, sT, T, T. Essa estrutura tem o chamado intervalo de terça menor — um tom e um semitom acima da nota fundamental, isto é, a primeira nota da escala. A escala de Lá menor segue a mesma regra que a de Dó maior, e só tem notas naturais! Fica assim: , si, , , mi, , sol, .

Mas se a fundamental for o Si, por exemplo, já vai mudar bastante, a notas da escala serão si, dó#, , mi, fá#, sol e .

A sonoridade provocada pela escala menor é conhecidamente “triste”, por conta desse terceiro grau reduzido em um semitom.

Escala pentatônica

Chegamos a mais uma escala muito famosa: a pentatônica! Mesmo que você não reconheça o nome, é bem provável que já tenha escutado por aí. Vamos à técnica:

Escalas musicais do tipo pentatônica podem ser maiores ou menores. E são bem simples: basicamente, ela retira duas das sete notas presentes na maior ou na menor. Ou seja, é uma escala de cinco notas/graus. A regra é sempre retirar os graus 4 e 7 de uma escala maior, e os graus 2 e 6 de uma menor. Por exemplo: dó, ré, mi, sol, lá, no caso da Dó maior; e lá, dó, ré, mi, sol, no caso da Lá menor.

O blues e o rock, são gêneros com sonoridade arraigada à escala pentatônica. Por isso, vale a pena dedicar um tempo para conhecê-la melhor, então fica com esse e-book completo e um vídeo divertido e didático:

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