Exposição denuncia machismo em letras da música brasileira; veja fotos

Por Gustavo Morais

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, uma campanha idealizada pela Secretaria De Políticas Para Mulheres (SEPOM), localizada em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, fez um alerta a respeito de músicas de conteúdo machista.

SEPOM critica machismo em músicas de vários gêneros(Foto: Internet)

Por meio da exposição “Música: Uma Construção de Gênero”, a SEPOM mostrou fotos que denunciam músicas nacionais machistas com referências à violência doméstica, estupro e feminicídio.

O ponto de partida para a exposição foi o funk Só Surubinha de Leve, de MC Diguinho. Construída por versos que ultrapassam quaisquer limites do razoável, a música gerou inúmeras polêmicas e debates no começo de 2018.

Foto:Thales Ferreira

Lançando mão da imparcialidade, ou seja, não exercendo nenhuma forma de perseguição contra o funk, a exposição apresenta músicas dos mais variados gêneros. Do brega de Sidney Magal ao sertanejo moderno de Henrique e Juliano, diversos trechos de letras motivaram o excelente trabalho fotográfico de Thales Ferreira.

Confira algumas fotos que compõem a exposição:

Trecho da música “Piranha”, do sambista Bezerra da Silva:

Foto:Thales Ferreira

Trecho da música “Na Subida do Morro”, do sambista Moreira da Silva:

Foto:Thales Ferreira

Trechos da música “Segura o Tchan”, hit do grupo de axé É o Tchan:

Foto:Thales Ferreira

Foto:Thales Ferreira

Trecho da música “Ajoelha e Chora”, do Grupo Tradição – uma banda de música regional:

Foto:Thales Ferreira

Trecho da música “Se Te Pego Com Outro”, sucesso de Sidney Magal:

Foto:Thales Ferreira

Trecho de “Silvia”, hit da banda de rock Camisa de Vênus:

Foto:Thales Ferreira

Aparecem na exposição canções que foram gravadas de 1932 a 2018. Desta forma, não há dúvidas de que letras de conteúdo passível à problematização sempre existirão nos mais diversos gêneros musicais. A grande questão é que, independente de estilo ou de intérprete, nenhuma música pode gozar de licença poética para imortalizar versos que sugiram assuntos de natureza controversa. Apagar o que já foi gravado não tem jeito, pois, como disse Renato Russo, “disco é pra sempre”. Porém, nós temos o dever de filtrar as canções que ouvimos.