Especial Renato Russo: 25 anos sem o poeta

Por Izabela Ventura

Há 25 anos, a morte de Renato Russo deixou uma lacuna impreenchível na música brasileira. Afinal, estamos falando de um dos protagonistas do rock nacional. Por isso, neste 11 de outubro, não poderíamos deixar de homenagear um dos melhores letristas, poetas e pensadores brasileiros de todas as gerações.

Renato Russo de joelhos no palco, durante show da Legião Urbana
Renato Russo escancarou o desejo de liberdade dos jovens entre os anos 70 e 90 (Foto/Site Oficial)

Renato, nos deixou, de fato. Porém, continua vivo em suas composições solo, bem como nos repertórios das bandas Aborto Elétrico e Legião Urbana.

Nas letras, ele abordava, sobretudo, a vida dos jovens urbanos do Brasil. Dessa forma, conseguia como poucos expressar o turbilhão de sentimentos que é a juventude. Além disso, mostrava como era passar por tudo isso num cenário nacional cheio de acontecimentos fervilhantes. A atuação dele, portanto, se mistura com a história de muita gente e, também, com a do país.

8 músicas que mantêm a obra de Renato Russo viva 

Antes de tudo, sabemos que não dá pra colocar todas as pérolas do Renato Russo num post só. Dito isso, nosso critério aqui foi relembrar algumas músicas dele, de acordo com temas. Listamos, assim, 8 canções sobre amor e relacionamentos, família, juventude, amizade e engajamento político e social.

Confira as obras de arte que você vai aprender com a gente hoje:

  • Tempo Perdido
  • Pais e Filhos
  • Geração Coca-Cola
  • Que País É Este?
  • Faroeste Caboclo
  • Índios
  • Mais Uma Vez
  • Monte Castelo

Prepare o violão, aqueça a voz e vamos reforçar o repertório inspirado na obra de Renato Russo!

Tempo Perdido

Sobretudo, a 6ª faixa do álbum Dois do Legião é um verdadeiro hino à juventude. De forma direta e, ao mesmo tempo, sensível, Renato relata a angústia da dúvida: estamos aproveitando bem nosso tempo nesta vida?

Pra tocar Tempo Perdido, o melhor é chamar um amigo pra completar o time de violões base e solo. O primeiro, bem simples, segue os mesmos 4 acordes (C, Am7, Bm, Em) na música toda. Já o solo tem um dedilhado preciso na introdução. Depois, arranjos seguindo a base e, às vezes, algumas harmônicas que dão charme à melodia. Veja como fica:

Pais e Filhos

A parceria brilhante com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá gerou esta obra densa sobre família e suicídio. Porém, mais do que isso, é um chamado ao amor incondicional

À princípio, a versão completa de Pais e Filhos tem uma intro com duas guitarras. Porém, se estiver tocando sozinho, é possível juntar os solos num só. Ainda assim, se quiser simplificar mais, troque o dedilhado por um rasqueado de 3 acordes (C, D, G) que fica certo também.

Assista nossa aula da versão simplificada de Pais e Filhos e, se for sua praia, temos a videoaula de Pais e Filhos para bateria 😉

A Geração Coca-Cola de Renato Russo

Esta música foi tão forte que, praticamente, deu nome à geração de jovens nascidos nos anos 70. Geração Coca-Cola, para resumir, retrata o boom da globalização e do consumo exagerado na sociedade.

A levada da música é simples e constante. No entanto, se quiser acrescentar peso e dar uma cara ainda mais rock n’ roll pra ela, a dica é tocá-la em power chords. Ou seja, com acordes formados por duas notas (a nota fundamental e a 5ª). Mas, nada de pânico, pois na videoaula completa ensinamos tim-tim-por tim-tim como esses acordes ficam:

Que País É Este?

A faixa Que País É Este? é a música batiza o 3º álbum do Legião. Foi composta pelo Renato no fim dos anos 70. Porém, podemos dizer que essa super crítica aos arranjos políticos do Brasil é atemporal.

A música tem três acordes (Em, C, D) e o ritmo da intro é feito só de batidas pra baixo. Para uma pegada e um som mais firmes, é melhor usar a palheta. O que muda, nessa parte, é tocar as cordas soltas entre algumas batidas, para o som ficar dinâmico.  

Pra quem tem banda, temos as videoaulas de bateria e baixo também!

Faroeste Caboclo

Agora, temos um dos maiores hinos do Renato Russo, que não pode faltar em nenhuma roda de amigos ou videokê. Decorar os mais de 9 minutos de Faroeste Caboclo é uma missão que todo mundo se orgulha em cumprir. Agora, você vai aprendê-la no violão e/ou na guitarra!

Desde já, avisamos que a cifra também não é fácil. À propósito, são 16 acordes. O ritmo começa com dedilhado na introdução. Depois, vai alternando ao longo da música e, às vezes, vira um reggae com batidas abafadas. Desta vez, não tem jeito: pra aprender, tem que ver nossa videoaula até decorar:

Índios

Em Índios, o poeta usa metáforas pra falar de si mesmo – e com quem se identifica com ele. Na letra, à primeira vista, os personagens parecem ser os índios colonizados no Brasil. No entanto, na verdade, são as pessoas puras e desiludidas com a falsidade. Profundo, né?

A introdução é dedilhada e longa. Logo, é a parte mais difícil da canção, com um ritmo que lembra uma toada. Se estiver começando no violão, ou quer priorizar a letra, a dica é optar pela versão simplificada. Pra dar movimento ao ritmo, alterne as batidas entre as cordas mais graves e agudas (as 3 de cima e as 3 de baixo). Dessa forma, você mantém a levada bem marcada:

Mais Uma Vez

Agora, nossa próxima música do Renato Russo vem a calhar em tempos de incertezas e quando o mundo precisa ficar mais unido do que nunca. Mais Uma Vez é fruto de uma parceria com Flávio Venturini e emana uma mensagem de esperança e de que devemos confiar mais em nós.

Assim como em Tempo Perdido, a dica é contar com dois violões pra deixar a música mais que perfeita. Primeiro, coloque o capotraste na primeira casa. Porém, se você não tiver o acessório e, ainda assim, quiser tocar no tom original, aumentem meio tom. 

A introdução tem um dedilhado dividido em duas partes, sendo a última com um pull off (puxar a corda tocada). Porém, se estiver tocando sozinho e preferir pular os solos, pode optar pela versão simplificada de Mais Uma Vez. Assim, você segura uma batida uniforme em toda a música. 

Monte Castelo e a poesia de Renato Russo

Por fim, mas não menos importante, temos Monte Castelo. Nela, Renato faz uma ode ao amor usando versos de Luís de Camões e da Bíblia. Afinal, sem amor, nada seríamos, não é mesmo?

A música tem dois ritmos simples. O segundo, mais curto, só entra faltando três estrofes para o final. O trecho da virada é: “é um estar-se preso por vontade, é servir a quem vence o vencedor”.

Vida longa ao mestre Renato Russo!

Gostou da nossa homenagem ao Renato Russo? Então, compartilhe este post por aí e mantenha viva a memória deste ícone do rock brasuca. Ah! Em nosso canal no YouTube temos várias outras videoaulas com músicas dele para você aprender a tocar e cantar!

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