Partes da bateria: conheça seu instrumento

Por Luís Lobato

Você sabia que o primeiro passo para iniciar no mundo das baquetas é conhecer as partes da bateria? Não? Relaxa que a gente te ajuda! Tudo que você precisa fazer é ler este artigo, que explica o tim-tim por tim-tim sobre esse instrumento um tantinho complexo.

Primeiramente, é importante ressaltar que todas partes da bateria formam um conjunto de tambores, de pratos e de outros instrumentos percussivos.

Tons, bumbo, caixa, chimbal e prato de condução estão entre as partes de bateria
Você já conhece todas as partes de um kit de bateria básico? (Foto/Pexels)

Esses instrumentos são posicionados da melhor forma, para que o baterista consiga tirar um som uníssono facilmente. Pois a bateria, como a conhecemos, só rolou quando algumas partes bem específicas foram criadas, tipo o pedal de bumbo e a estante da caixa. Ou seja, a partir da independência de alguns instrumentos para que assim o músico conseguisse tocá-los simultaneamente.

Mas ficou confuso sobre o que é um pedal de bumbo ou uma estante de caixa? Então, para que você consiga sacar como funciona cada parte da bateria, vamos partir para uma explicação mais detalhada?

Bora lá?

Quais são as peças de uma bateria?

É importante saber que cada baterista pode configurar (organizar) o seu instrumento de uma forma bem específica e única. Mas aqui vamos usar o modelo mais “padrão” de organização e utilização das partes da bateria.

Para exemplificar, falaremos das partes mais básicas de uma bateria, as que são mais tradicionais.

Então vamos lá?

Caixa

A caixa, que pode ser tanto de madeira ou de metal, é uma das partes responsáveis pela criação dos ritmos e que, geralmente, é tocada no contratempo da música. Ela é um tambor que possui uma esteira na pele de resposta (parte de baixo do tambor), e é isso que produz o seu som tão característico.

Caixa de bateria posicionada no suporte e com um par de baquetas sobre a pela superior
A caixa de bateria é uma das responsáveis pela criação dos ritmos (Foto/Pexels)

A caixa era muito comum nas marchas militares e bandas marciais, porém era tocada apoiada em alguma superfície ou com um auxílio de uma correia. Mas graças a invenção da estante de suporte para a caixa, ela pode ser totalmente integrada ao conjunto de tambores e se tornou uma parte fundamental para a bateria.

O som de uma caixa é seco e agudo. Também é possível utilizar os seus aros para produzir novos efeitos sonoros.

Bumbo

É a maior parte da bateria e tem como função marcar o ritmo da música com auxílio de um pedal, que fica posicionado em frente ao tambor. O seu tamanho e dimensões podem variar entre 16 a 26 polegadas.

Bumbo microfonado em primeiro plano
Bumbo de bateria devidamente microfonado e pronto para detonar (Foto/Pexels)

O tamanho de um bumbo está relacionado ao estilo da música que vai ser tocada. Por exemplo, os bumbos maiores são mais comuns nas bandas que possuem vários instrumentos tocando junto, ou seja, muita massa sonora. Isso se tornou comum porque no passado não existiam bons equipamentos de som e a bateria não podia ficar abafada por causa dos instrumentos.

As bandas de rock são conhecidas por utilizarem bumbos de grandes polegadas. Um grande exemplo é o John Bonham, baterista da banda Led Zeppelin, que usou um bumbo de 26’ durante as gravações e turnês dos anos 70. Abaixo, você confere a videoaula de bateria de Rock N’ Roll, hino do Led.

Já o Jazzista, que faziam muitas gig’s numa mesma noite, passaram a usar bumbos cada vez menores, principalmente para facilitar o transporte do instrumento.

Tons

Os tons estão localizados na parte central da bateria e são usados, geralmente, nas viradas, mas também preenchem a parte rítmica de uma música. O tamanho e dimensão desse tambor não possui padrão, eles variam de 8 a 20 polegadas.

Menino negro tocando bateria de dois tons na cor vinho
Garoto prontinho para descer a baqueta em dois tons de uma bateria (Foto/Pexels)

O mais comum é iniciar o estudo na bateria com um kit com um ou dois tons de diferentes tamanhos.

Surdo

O surdo é uma outra peça da bateria que tem como função marcar o tempo e ser usado nas viradas.

Peças de bateria musical devidamente organizadas
Em primeiro plano, sem baquetas, nós temos um surdo de bateria (Foto/Pexels)

Esse tambor também possui tamanhos variados, o que influencia diretamente em seu som, mas que, assim como o bumbo, é grave.

Chimbal

A partir deste ponto falaremos sobre os pratos, a parte da bateria responsável em conduzir o ritmo, criar ambiências e marcar algumas partes da música.

Baterista jovem e ruivo tocando bateria com dois tons, três pratos e um bumbo
Da esquerda para a direita: prato de condução, ataque e chimbal (Foto/Pexels)

O chimbal são dois pratos que trabalham de forma conjunta na condução de uma música. Através do toque da baqueta ou do pedal, que a máquina de chimbal (estante) possui, é possível produzir novos sons, timbres e ritmos.

O chimbal também participa da marcação do compasso de uma música.

Prato de condução

Assim como o chimbal, o prato de condução tem a função de conduzir o groove da música (ora, ora, mas quem diria?). Mas seu grande diferencial está em sua sonoridade característica, que é um som com bastante sustain.

Esse prato é composto por um corpo, a sua maior parte, e por uma cúpula, a parte central do prato. Cada parte dessa produz uma sonoridade diferente e pode ser usada de diferentes formas nos mais diversos ritmos musicais.

Prato de ataque

O prato de ataque é utilizado nas transições, marcação e finalização das músicas.

Ele é bastante conhecido por possuir um som alto e de longa duração (sabe quando a música termina e faz aquele som de “splash”? Geralmente é o prato de ataque soando).

Para que serve a bateria na música?

Mas afinal, qual a função desse monte de tambores e pratos em uma música?

Baterista fazendo ritmo na caixa
A bateria é o instrumento que impulsiona o lado rítmico da música (Foto/Pexels)

Bom, a bateria é o instrumento que define a parte rítmica e marca o compasso de uma música.

Em conjunto com o baixo, a bateria produz ondas sonoras que atingem diretamente as partes inferiores de nosso corpo (por serem graves), por isso que estão sempre associadas à parte rítmica.

Tem como aprender a tocar bateria sozinho?

Sim, é possível aprender qualquer instrumento sozinho, mas quer um conselho?

É sempre muito proveitoso para o estudo musical podemos trocar ideias e conhecimentos com alguém que tem um pouco mais de experiência no assunto. Isso enriquece ainda mais o aprendizado e te mostra várias outras perspectivas sobre o instrumento.

Por isso, sempre recomendamos procurar um profissional na área que possa te dar algumas dicas. Assim se evita alguns vícios e maneirismos que só atrapalharão o seu desenvolvimento no instrumento.

Próximo Passo para começar a tocar bateria

Agora que você já conhece as principais partes do instrumento, que tal ler algumas dicas sobre como comprar sua primeira bateria? Ou se você já tiver o instrumento, que tal uma vídeo aula para dar um start?

Se você curtiu esse artigo, então compartilhe com os colegas da baqueta que ainda não estão ligados no assunto! Tenho certeza que com essa leitura, ficará bem mais fácil de entender os arranjos de bateria de suas músicas favoritas.