Receita com streaming mantém a indústria fonográfica viva

Por Gustavo Morais

A “Federação Internacional da Indústria Fonográfica” (“IFPI”, na sigla em inglês) divulgou, nesta semana, os atuais números do mercado fonográfico mundial. De acordo com os dados divulgados, a indústria fonográfica mundial teve seu terceiro ano de crescimento da receita.

O streaming salva a indústria fonográfica do fracasso (Foto/Pexels)

O relatório fornece uma visão abrangente das principais tendências no mundo dos negócios atuais da música mundial. A coleta dos dados em questão foi feita por meio de estatísticas e análises detalhadas de 49 mercados em todo o mundo. A análise também revela a grande diversidade do negócio da música moderna.

O grande responsável pela ascensão da indústria fonográfica foi o rápido crescimento dos serviços streaming de música. Empresas como Spotify e Apple Music se tornaram a maior fonte isolada de renda da indústria musical, superando as vendas físicas e os downloads digitais pela primeira vez. Em contrapartida, o formato físico vende mais do que downloads digitais, conforme ilustra o gráfico abaixo:

Entre os dados da indústria indicados pelo relatório estão:

  • As vendas de música recuaram 40% [cerca de US$ 14,3]  nos 15 anos entre 1999 e 2014, quando a ascensão do Napster derrubou as vendas de CDs e o desenvolvimento de serviços de download, como o Apple iTunes, não teve forças para conter esse declínio.
  • Por mais que o vinil esteja na moda, a renda de vendas físicas diminuiu 5,4%. Por suas vezes, o faturamento dos downloads digitais está em queda livre e amarga um declínio de 20,5%.
  • A receita total de 2017 foi de US$ 17,3 bilhões, um aumento de 8,1% em relação ao ano anterior. Apesar dos números saudáveis, as receitas de 2017 ainda são apenas 68,4% do pico do mercado em 1999.

10 maiores mercados de música

  1. Estados Unidos
  2. Japão
  3. Alemanha
  4. Reino Unido
  5. França
  6. Coreia do Sul
  7. Canadá
  8. Austrália
  9. Brasil
  10. China
  • O Top 10 dos maiores mercados mostra que os EUA liderando o consumo de música; a América Latina e a China registraram os maiores crescimentos do mercado, com aumentos de 17,7% e 35,3% nas receitas, respectivamente.
  • Maior mercado latino-americano e o 9º do mundo na indústria, o Brasil registrou crescimento de 17,9% no ano passado, após uma queda de 3% em 2016.

Top 10 artistas mais populares no mundo em 2017

  1. Ed Sheeran
  2. Drake
  3. Taylor Swift
  4. Kendrick Lamar
  5. Eminem
  6. Bruno Mars
  7. The Weeknd
  8. Imagine Dragons
  9. Linkin Park
  10. The Chainsmokers

Os 10 singles mais vendidos em 2017

  1. “Shape of you” (Ed Sheeran)
  2. “Despacito” (Luis Fonsi)
  3. “Something just like this” (The Chainsmokers e Coldplay)
  4. “That’s what I like” (Bruno Mars)
  5. “Closer” (The Chainsmokers)
  6. HUMBLE. (Kendrick Lamar)
  7. “Attention” (Charlie Puth)
  8. “I’m the one” (DJ Khaled)
  9. “Perfect” (Ed Sheeran)
  10. “Believer” (Imagine Dragons)

A IFPI disse que os governos devem fazer mais para lidar com a “lacuna” entre o valor que algumas plataformas digitais, como o YouTube do Google, faturam com o uso de música e o que pagam aos profissionais que criam e investem nisso.

Para Frances Moore, CEO da IFPI, “as coisas parecem boas, mas há uma falha estrutural no sistema. Até que consertemos, será sempre uma luta”.