Tipos de baixo: conheça o instrumento que se popularizou na música pop

Por Marina Costa

Você já parou pra pensar nos tipos de baixo que existem na cena? São vários, pode apostar. À sua maneira, cada um contribui com sonoridades fascinantes.

Dentre os instrumentos musicais da família das cordas, o responsável pela grooveria está entre os que mais ganharam popularidade a partir da segunda metade do século XX. Parte dessa relevância é fruto da explosão do blues e jazz. Nesse sentido, começaram a surgir vários modelos de instrumento.

Quatro dos tipos de baixo disponíveis
O baixo é o instrumento responsável pela pegade grave da sonoridade (Montagem/Internet)

Ao mesmo tempo, rolou o boom do estilo típico de acompanhamento que o baixo desenvolveu no jazz: o Walking Bass. O nome dessa técnica deriva da palavra “andar”, como referência às notas que se encaixam, em grande harmonia, igual os passos de uma caminhada.

Que tal agora, então, fazermos uma caminhada para conhecer os tipos de baixo mais icônicos? Se você quer saber mais sobre esse instrumento fascinante, vem com a gente!

Qual a diferença de baixo para contrabaixo?

Primeiramente, vamos esclarecer a diferença entre baixo e contrabaixo, já que estes dois nomes são constantemente ditos por aí.

Na verdade, para a maioria dos músicos, não há diferenças, isto é, os dois nomes servem para o mesmo instrumento. Mas, de forma específica, o nome contrabaixo veio da origem do instrumento, no século XVII, quando foi criado para ser tocado em orquestras. 

Contrabaixo para tocar com arco é um dos tipos de baixo mais antigos
O contrabaixo para tocar em orquestras surgiu há coisa de quatro séculos (Foto/Internet)

Nesse sentido, inicialmente, o contrabaixo era tocado apenas com arco, como um violino. Isso popularizou o instrumento que ficou conhecido como baixo acústico. Posteriormente, já no século XX, o instrumento se popularizou com a criação dos baixos elétricos.

Desde então, o baixo passou a ser presente em muitos gêneros de música popular, como o pop e o rock. Por consequência, caiu no gosto de muitos artistas que hoje são famosos ao redor do mundo. Portanto, não se preocupe, você pode chamá-lo de baixo, bem como de contrabaixo.

Tipos de baixo mais conhecidos

O baixo é um dos instrumentos mais importantes em qualquer banda. Seu papel é conduzir o ritmo da música, sintonizar todos os instrumentos numa dança melódica cheia de harmonia. 

Abaixo, você confere alguns tipos de baixo.

Baixo Acústico

Este foi o primeiro baixo. Ele era bastante presente nas orquestras, e surgiu em algum momento de 1600. Foi planejado para ser tocado com arco, assim como o violino e o cello.

Já no século XX, ganhou espaço tanto na música erudita, quanto na música popular, sobretudo no blues, jazz e rock. Nesse sentido, o baixo acústico passou a ser destaque nos subgêneros rockabilly e psychobilly

Possui 4 cordas e sua afinação padrão é E, A, D e G. Entre os baixistas adeptos mais conhecidos estão os grandes músicos Gary Karr e Jean Mark Rollez.

Upright Bass

O Upright Bass é o baixo vertical elétrico, ou stick bass, e surgiu como uma alternativa ao baixo acústico. Ele pode ser encontrado em duas formas: elétrica e acústica. 

Esse é um dos tipos de baixo que representa uma inovação, tanto pela capacidade de produzir um som acústico genuíno, quanto pelos efeitos comuns da música pop. Para melhorar, se encontram disponíveis modelos de 4, 5, 6 ou 7 cordas. A afinação dele é padrão, independente da escala: E1, A1, D2, G2. 

O músico Eberhard Weber tocou um Upright Bass no álbum Yellow Fields, produzido em 1975. Ele fez uma combinação incrível de riffs com o instrumento.

Baixolão

Um tanto quanto curioso, o baixolão é um tipo de baixo que usa o formato da caixa acústica do violão. Foi idealizado na década de 70 por um americano chamado Ernie Ball, com uma ideia versátil, o baixolão se popularizou no pop e no rock – sobretudo, nos discos acústicos.

A maioria dos modelos possui 4 cordas e sua afinação padrão E, A, D e G, como um baixo elétrico. Outros modelos menos comuns podem ter 5 ou 6 cordas.

Baixo elétrico de 4 Cordas

O baixo acústico era difícil de ser transportado, e seu volume de som que não sintonizava com as grandes bandas do século 20. A Partir disso, surgiu então o baixo elétrico Precision. O primeiro foi criado por Leo Fender, na década de 50 nos Estados Unidos. 

Foi usado pela primeira vez por um músico chamado William “Monk” Montgomery e depois pelo baixista de Elvis Presley. Não é preciso nem dizer que isso deu certa notoriedade ao instrumento. Logo, o baixo elétrico ficou bastante conhecido através dessa nova era musical.

Como o modelo original de Leo Fender, o baixo de 4 cordas tem afinação padrão E, A, D e G. Entre os baixistas de 4 cordas mais famosos estão Jack Bruce, do Cream; Geddy Lee, do Rush; e Paul McCartney, dos Beatles.

Baixo elétrico de 5 Cordas

Para aqueles que gostam de um som mais pesado, com tons mais graves, o baixo de 5 cordas é ideal. 

Com uma estrutura bem parecida com o baixo de 4 cordas, que foi o primeiro modelo criado por Leo Fender, o baixo de 5 cordas logo ganhou espaço. 

Bem semelhante ao de 4 cordas, a diferença está apenas no acréscimo de mais uma corda que pode ser mais grave ou mais aguda, sendo as seguintes possíveis afinações padrão: B, E, A, D, G ou E, A, D, G, C.

Baixo elétrico de 6 Cordas

Outro tipo de baixo muito conhecido é o baixo de 6 cordas. Semelhante ao de 4 e 5 cordas, esse instrumento tem apenas algumas diferenças, como um braço mais longo já que tem mais cordas. As duas cordas que foram acrescentadas, têm um tom mais agudo e outro mais grave. 

A afinação do baixo de 6 cordas é B, E, A, D, G, C que é responsável pelo som incrível produzido no instrumento. Um dos grandes representantes do baixo de 6 cordas é Anthony Jackson (precursor do baixo de 6) e John Patitucci, um grande músico de jazz.

Baixo elétrico de 8 e 12 cordas

Esses tipos de baixos são menos comuns, mas não têm nada de anormal. A diferença desse para um baixo de 4 cordas é apenas que o baixo de 8 cordas tem a mesma afinação que o de 4. Porém, as cordas são duplas, e o de 12 tem cordas triplas com a mesma afinação E, A, D e G.

Próprios para músicos que gostam de um som com mais personalidade, esse tipo de baixo é bem representado pelos baixistas Doug Pinnick; do King’s X; Jeff Ament, do Pearl Jam; e Scott Fernandez.

Baixo Fretless

Se você é um baixista raiz, não há dúvidas de que já maratonou vídeos no YouTube dos lendários baixistas Jaco Pastorius e Les Claypool (Primus). Os dois têm uma coisa em comum: tocam com baixo fretless. Outros baixistas de referência neste instrumento são Garry Willis e Thiago Espírito Santo.

Em relação à execução, ele possui uma sonoridade mais acústica, e o controle das notas e das articulações são mais fluidas. Nesse sentido, por mais que a afinação seja padrão, é preciso ter mais cuidado para o som das notas saírem afinadas.

No mais a peculiaridade do fretless, já que não possui trastes, é o seu som suave e inconfundível, que permite um brilho nos slides e vibratos.

Baixo Fanned

O Fanned é um baixo elétrico multiescala, além de características como cordas com comprimentos diferentes e trastes inclinados. Esse sistema foi criado por Ralph Novak, que registrou a primeira patente, em 1989.

Os Fanneds possuem ainda maior equilíbrio na tensão nas cordas durante a execução, podendo soar com uma afinação mais focada e definida. Além disso, o que diferencia a sua sonoridade é o grave na região aguda do instrumento, onde os trastes são mais angulados.

Alguns nomes célebres no instrumento são Adam “Nolly” Getgood, e Adam Neely.

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