Boi Amarelinho

Inezita Barroso

Eu sô aquele boizinho
Que nasceu no mês de maio
Desde que nasci no mundo, ai
Foi só pra sofrê trabaio


Meu pai era um boi turuna
Que nasceu num sapezá
Seu nome era Barbatana
Por sobrenome de Marruá


Quando eu tava de ano e meio
Já fizero amansação
Em vez de amansá no carro, ai
Amansaro de carretão


Carreiro que me guiava
Era um mulato pimpão
Me dava co pé da vara
E chuchava co ferrão


Me dava co pé da vara
Só fazendo judiação
Eu preguei uma chifrada, ai
Que varou no coração


Veio o meu patrão e disse
Vou mandá esse boi pro corte
Não trabaia no meu carro, ai
Boi que já deve uma morte


Eu tava no arto da serra
E avistei dois cavalheiro
Com dois laço na garupa, ai
E dois cachorro perdigueiro


Pois era o senhor patrão
Que vinha me visitá
E o marvado carnicero
Que já vinha negociá


Adeus campo da Varginha
Terreno dos ananáis
Os zóio que me vê hoje, ai
Aminhã não me vê mais


Eu entrei no matadô
Nem achava mais saída
O mió jeito que tem
É entregar a minha vida


E o marvado carnicero
Já correu afiá o facão
Pra largá uma facada, ai
Bem certa no coração


Botei meu juêio em terra
Só pra vê sangue corrê
E o marvado ca caneca, ai
Inda aparava pra bebê


Mas já fiz minha promessa
Pra quem meu côro tirá
Que o mundo dá muita vorta
E sem camisa há de ficá

Composição: Raul TorresColaboração e revisão: PEDRO MARIANO

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