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O Vento Noturno do Verão

Nando Reis

Tom: A
 E
 Numa ladeira que subíamos vindo do primeiro grau
pr'escorregarmos no pátio do ginásio
Encaixo as Ravenalas só nem via os raios
que os astros do alto do arco faziam
                  A
virar se lapso perfeito
                  G                   D
Porque eu só vi direito, após vir o defeito
                E
eleito pr'uma imagem.

Como a coragem que nos traz o soprar do vento noturno do verão
Quando as miragens vieram riscar o núcleo  do futuro na palma das mãos
                  A                         G
Somos capazes de pensar, mas não deixo de admirar
D
as rochas que nào precisam da respiração

E
para ser, pára
A
pára sem perceber
E               A
para ver, para ter
para pertencer

C                   A
ao que os nossos olhares assistem
G               F#
nesses mesmos lugares que existem
F
há milhares de anos

E
onde cabe tudo.
A
E aqui na Terra embrulhada pelos ares
enfeitada pelas árvores
e encharcada por seus mares tão fundos,
uma ladeira que subiamos numa terça-feira
nos fez ficar bem juntos

E
Para quê? Pára,
A
separa escolher.
E              A
Para te, para me
para conhecer.

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