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Preto Inocente

Tião Carreiro e Pardinho

Tom: E
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G#|--0----1---3-0--5--3-1-0---0-1---0-3-1-0---------------|
E|---0----2---4-0--5--4-2-0-2-0-2---0-4-2-0---------------|
B|--------------------------4-----------------------------|
 Quando eu "sube" deste fato pelo rádio anunciado

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B|--------------------------------------------------------|
G#|--0--1--3---0-5-3-1-0---0---1-3-1-0-0------------------|
E|---0--2--4---0-5-4-2-0-2-0---2-4-2-0-0------------------|
B|-----------------------4--------------------------------|
 Que um "tar" preto fugido morreu por haver roubado

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B|--------------------------------------------------------|
G#|--7-7-7-7----8-7---7-1-5-5-5---3-1--0-5-3--------------|
E|---7-7-7-7----9-7---7-2-5-5-5---4-2--0-5-4--------------|
B|--------------------------------------------------------|
 As "façanha" que ele fez me deixou muito "amolado"

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B|--------------------------------------------------------|
G#|--0--1-3--3---3-1--3-3--0--0--1--1--1--0---------------|
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 Por "alembrar" que os "preto" sempre são os mais "visado"

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B|--------------------------------------------------------|
G#|--5--5-5-5--5--0--5-3-7--5---3--1--3--0-0--------------|
E|---5--5-5-5--5--0--5-4-7--5---4--2--4--0-0--------------|
B|--------------------------------------------------------|
 Mais di..ante da verdade eu vi que estava enganado

 vou contar o causo direito do modo que se passou 
 porque o pai de suzana num criminoso virou 
 na hora que deu o tiro foi que a suzana gritou 
 oh papai porque fez isso o senhor nem me consultou 
 se eu ainda estou com vida é o preto que me salvou 

 no mato eu tava lenhando logo pegou escurecer 
 o caminho que eu voltava eu não podia mais ver 
 naquilo avistei o preto de susto peguei tremer 
 mocinha não tenha medo escutei ele dizer 
 eu sou preto só na cor mal nenhum vou lhe fazer 

 eu tava muito cansada o meu corpo não agüentou 
 fui sentar debaixo dum toco uma cobra me picou 
 o preto rancou da faca o meu pé ele sangrou 
 o veneno da serpente com a boca ele tirou 
 pra salvar a minha vida com a morte ele brincou 

 e aqui nessa cabana ele trouxe eu carregando 
 e que nem um sentinela na porta ficou vigiando 
 lá fora na mata escura as feras tava uivando
 abatido pelo sono coitado foi cochilando 
 veio o senhor de surpresa e a vida foi lhe tirando 


 com as palavras de suzana o seu pai pegou chorar
 fosse coisa que eu pudesse de novo a vida eu lhe dar 
 com o sangue desse inocente minha honra eu fui manchar 
 este chão que ele pisava eu não mereço pisar 

 sei que vou ser condenado só deus pode me livrar

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