As melhores duplas sertanejas dos anos 70 aos 2000

Por Rafael Iamonti

O sertanejo está entre os gêneros mais ouvidos no Brasil. Acumulando milhões de visualizações e audições nas plataformas digitais, o ritmo é sinônimo de sucesso. Neste artigo, nós listamos algumas das melhores duplas sertanejas da história.

Chitão e Xororó e Bruno e Marrone, duas das melhores duplas sertanejas da história
Chitãozinho + Xororó + Bruno + Marrone = maravilhoso encontro de gerações sertanejas (Foto/Divulgação)

Mesmo sendo um dos ritmos mais tocados no país, o sertanejão passou por mudanças. Portanto, é importante destacarmos que esta lista foi inspirada na pegada mais moderna do estilo.

As 10 melhores duplas sertanejas da história

Diferente da música caipira, consagrada pelos trabalhos de duplas como Tonico e Tinoco e Tião Carreiro e Pardinho, por exemplo, o sertanejo passou por intensas mudanças. A partir da década de 1970, por exemplo, o estilo passou a buscar referências na música country e no rock. Essa inovação foi refletida, sobretudo, por causa da adesão de instrumentos como guitarra, bateria e baixo.

Nesta lista, o foco está nas melhores duplas sertanejas. Nesse sentido, a nossa conversa não flerta com as duplas caipiras e mais raízes. Em outras palavras, nosso recorte está no sertanejo mais moderno, ou seja, a sonoridade que começou a ser produzida a partir dos anos 70.

Vamos lá?

Chitãozinho & Xororó

Eis uma unanimidade na lista das melhores duplas sertanejas. Ao longo de uma carreira que beira meio século, já venderam milhões de álbuns e emplacaram sucessos incontestáveis. Quem nunca se emocionou cantando Evidências, por exemplo?

Naturais do Paraná, Chitão & Xororó começaram a carreira quando ainda eram bem jovens, lançando seis discos nos anos 1970. Porém, foi na década de 80 que a dupla alcançou destaque nacional. O oitavo álbum, Somos Apaixonados, foi o primeiro do estilo a vender 1 milhão de cópias vendidas, sobretudo por causa da canção Fio de Cabelo.

Ao longo dos últimos anos, a dupla conquistou nove discos de diamante e lançou clássicos como Sinônimos, No Rancho Fundo e mais um caminhão de hits. Além disso, Chitãozinho & Xororó também foram responsáveis por abrir ainda mais espaço para o sertanejo nas rádios e na televisão.

Léo Canhoto & Robertinho

Com o visual urbano e temáticas diferentes nas letras, Léo Canhoto & Robertinho inovaram e revolucionaram a música sertaneja. Cabeludos, usando óculos escuros e posando em motocicletas, a dupla trouxe elementos do rock e da jovem guarda para o sertanejo.

Lançaram seu primeiro disco em 1969, e em 1972 foram a primeira dupla sertaneja a ganhar um disco de ouro. Os dois também se arriscaram nas telonas, protagonizando o filme Chumbo Quente. Entre os grandes sucessos estão Meu Velho Pai, Vou Tomar um Pingão e Rock Bravo Chegou Para Matar.

Milionário & José Rico

Entre todas as vozes maravilhosas da música sertaneja, o título de “Garganta de Ouro” ficou com Milionário & José Rico. Além da combinação de timbre singular, a dupla tinha extensões vocais acima da média e interpretações espetaculares. Posição mais do que merecida na hierarquia do sertanejão, concorda?

Com um estilo inconfundível, a dupla se destacou por buscar referências nas musicalidades mexicana, gaúcha e paraguaia. Nesse sentido, trouxeram instrumentos como harpas, trompetes e acordeon para o sertanejo. Entre outros hits, essa equação sonoro nos deu Sonhei Com Você, Jogo do Amor e Estrada da Vida.

Chrystian & Ralf

Incentivados pelo pai, Chrystian & Ralf começaram a cantar quando eram crianças. Já década de 1970, ambos gravaram discos solo e cantando em inglês. Naqueles tmpos, Chrystian já era Chrystian”, mas Ralf se apresentava sob a alcunha de Don Elliot.

O primeiro álbum como dupla, no entanto, foi lançado em 1983 e já faturou um disco de ouro. As vozes bem afinadas levaram os irmãos ao sucesso, bem como ajudaram a divulgar o sertanejo nos espaços urbanos. Por sua vez, o som sempre flertou com o country americano, mas sem deixar a cultura brasileira de lado.

Se consagraram entre as melhores duplas sertanejas nos anos 80 e 90, carregando um estilo único. A música Nova York, por exemplo, é um clássico incontestável. Além dela, entre várias outras, C&R também Cheiro de Shampoo, Loucura Demais e, claro, Chora Peito.

Leandro & Leonardo

Natural de Goiás, a dupla Leandro & Leonardo começou a cantar no começo dos anos 80. O estouro nacional, no entanto, só aconteceu no quarto disco, com o hit Entre Tapas e Beijos, já na virada pra décade de 90.

Dono de uma voz potente, porém melódica, Leonardo inovou a questão do final de frase para a música sertaneja. Com seu jeito único de cantar, Leo inaugurou a era do canto mais emotivo, quase choroso no estilo. Por sua vez, Leandro introduziu uma segundeira serena, firme e com muita personalidade.

Até a morte de Leandro, em 1998, a dupla lançou incontáveis sucessos. Entre outros hits, os irmãos emplacaram Pense em Mim, Não Aprendi Dizer Adeus e Desculpe, Mas Eu Vou Chorar.

Zezé di Camargo & Luciano

Consolidados entre as melhores duplas sertanejas do país, Zezé di Camargo & Luciano não poderiam ficar de fora dessa lista. Antes de conquistar o Brasil com Luciano, no entanto, Zezé já havia tentado a sorte cantando sozinho, em trio e com outro irmão.

No comecinho dos anos 90, com a explosão de É o Amor, Zezé e Luciano entraram para o primeiro time da música brasileira popular. Desde então, a dupla começou a colecionar turnês bem sucedidas, hits nas paradas de sucesso e certificações de vendas de disco.

Bruno & Marrone

Por intermédio de Leonardo, ainda nos anos 80, Bruno & Marrone foram apresentados e decidiram formar uma dupla. A parceria já rendeu mais de 20 álbuns e 9 DVDs. A projeção nacional, no entanto, só rolou nos anos 2000, com o lançamento do disco Acústico.

Dormi na Praça, Vida Vazia e Por Um Minuto são alguns dos sucessos que colocaram Bruno e Marrone entre as melhores duplas sertanejas. Receberam diversas indicações ao Grammy Latino, vencendo o prêmio em 2002.

Jorge & Mateus

Jorge & Mateus entre os expoentes do sertanejo universitário. Logo no primeiro projeto, Ao Vivo em Goiânia, lançado em 2007, a dupla conquistou projeção nacional. Entre os destaques daquele repertório está o hit Tem Nada a Ver.

De lá pra cá, a dupla construiu uma carreira sólida, bem planejada e cheia de inovação. Em outras palavras, JEM têm o “toque de midas”. Ademais, o timbre rasgado e rouco de Jorge e a musicalidade variada de Mateus dão um tempero especial no trabalho do duo.

No mais, a fidelidade do público, o despenho nas paradas de sucesso e os vários sucessos lançados colocam Jorge & Mateus entre os gigantes.

Fernando & Sorocaba

A história da dupla Fernando & Sorocaba começou em 2006. Inclusive, três outros “Fernandos” ocuparam o posto de segunda voz antes de Fernando Zor entrar na jogada, em 2008. Com a entrada de Zor, no entanto, veio o álbum Bala de Prata e o duo revolucionou o cenário.

A voz grave e potente [quase de locutor] de Sorocaba e o feeling musical de Fernando criaram uma identidade bem sólida. Além disso, o lado empreendedor e visionário fez com que o duo sempre investisse na produção de turnês arrojadas. Os shows de FES não deve nada aos espetáculos dos astros do pop internacional.

João Bosco & Vinícius

Na estrada desde 1994, a dupla João Bosco & Vinícius é considerada precursora do sertanejo universitário. Por volta de 1999, João começou a cursar Odontologia e Vinícius foi estudar Fisioterapia. A partir disso, o duo fidelizou um público nas faculdades e, de certa forma, ajudou a promover a renovação no cenário.

Somando DVDs e CDs, a dupla contabiliza mais de 20 lançamentos. Com o trabalho de 2013, inclusive, ganharam o Grammy Latino. Com seus quase 30 anos de carreira e reunindo milhares de fãs por todo o Brasil, João Bosco & Vinícius estão entre as melhores duplas sertanejas de todos os tempos.

Se chegou até aqui, você conferiu um recorte importante de um dos estilos de música mais populares no Brasil. Para celebrar legados tão importantes, que tal compartilhar o link deste post por aí? Não se esqueça de marcar a galera que curte sertanejo, sofrência e boas histórias.