Mulher do Carreiro

Tonico e Tinoco

O meu pai foi um carreiro Que um dia de janeiro despediu-se desta vida E só deixando a herança Um punhado de criança e uma triste despedida Minha mãe desesperada E olhando a criançada tomou uma decisão E pediu pro fazendeiro O emprego do carreiro que morreu em suas mãos.
Com enorme sabedoria O sertão naquele dia viu as coisas se mudar Um carro a gemer na estrada Gritando coma boiada uma mulher carrear Minha mãe foi pioneira Foi a primeira carreira que no sertão carreou - Depois que meu pai se foi Com o seu carro de boi todos os filhos ela criou. Hoje sou um homem casado Tenho um filho formado que é doutro engenheiro Graças a minha mãezinha Que no sertão sozinha trabalhou de carreiro Hoje sentada num banco Mamãe de cabelos brancos, uma lágrima que cai Fala sempre do marido O carreiro destemido que foi o meu velho pai
Composição: Colaboração e revisão: Antônio Santos

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