C
123
X32010
E
123
022100
F
234
133211
F#7
34
242322
G7
34
353433
Tom: G
[Primeira Parte]

#1t1##1t2#E|-2---3---4---5---3---------------------------5---3-------------|
B|---------------------6---3---------------3-----------5-------5-|
G|-----------------------------4-------4-------------------5-----|
D|---------------------------------5-----------------------------|
A|---------------------------------------------------------------|
E|---------------------------------------------------------------|#/1t2##/1t1#


#2t1##2t2#E|-3---5---5h7---5---3-------------------------3-----------------|
B|---------------------6---3-------3---6---5---------------------|
G|-----------------------------4---------------------------------|
D|---------------------------------------------------------------|
A|---------------------------------------------------------------|
E|---------------------------------------------------------------|#/2t2##/2t1#

[Segunda Parte]

#3t1##3t2#E|-2---3---4---5---3-----------------------3-5---3---------------|
B|---------------------6---3-----------3-6-----------5-------5---|
G|-----------------------------4-----4-------------------5-------|
D|---------------------------------5-----------------------------|
A|---------------------------------------------------------------|
E|---------------------------------------------------------------|#/3t2##/3t1#

#4t1##4t2#E|-7------5------------------------------------------------------|
B|-8------6---------8---6------5---3---1-------------------------|
G|---------------------------------------------------------------|
D|------------------9---7------5---3---2-------------------------|
A|---------------------------------------------------------------|
E|---------------------------------------------------------------|#/4t2##/4t1#

(Declamando)
Vancê talvez não conhece o veneno que as cobras têm,
Pois elas quando dá o bote balança o guizo também,
A cascavel, traiçoeira quando ela quer se vingar,
Balança o guizo contente na hora dela pegar;
A urutú é perigosa, de ruim não se manifesta
É cobra tão venenosa que traz uma cruz na testa
Jaracuçu Deus nos livre quando ele chega a picar
Deixa o sinal de seus dentes e a cicatriz no lugar;
Mas eu lhe digo a verdade, por cobra eu já fui picado;
Por cascavel, caninana e urutú este malvado;
De todas já me livrei desse veneno amargura
Existe um contra veneno por isso tudo se cura;
Mas tem uma cobra do mato cabocla lá do sertão
Que traz veneno nos olhos e ataca no coração
Dessa uma vez fui picado, um dia só por maldade
Que ainda trago o veneno, na cicatriz da saudade

C                      G7
Já vai fazer quase um ano
                       C
Que eu deixei o meu sertão
F                   G7
Por um veneno dos olhos
F             G7      C
Que atingiu o meu coração
F
Uma cabocla do mato
G7
Que tanto mal tem me feito
 C             G7
Uma olhada me deu
 F       F#7         C
Foi um veneno perfeito

[Solo]

C              G7
Esta cobra venenosa
                  C
Cobra em forma de gente
F                 G7
Talvez a mais perigosa
F      G7      C
Pode matar de repente
E
Procurei tantos remédios
G7
Andei por toda cidade
C                    G7
Mas qual o que não existe
F        G7       C
Nada que cure a saudade
F
Agora vou repetir
G7                 C
A história mais dolorosa
C              G7
Essa cabocla do mato
F         G7      C
É a cobra mais venenosa
Composição: João Pacífico / Raul TorresColaboração e revisão: Gabriel RochaBruno ChamoneMatheus musiau